segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Justiça e Mensalão

O Julgamento do Mensalão - A farra no congresso
[imagem retirada do site da revista Veja]

     Basicamente Julgar os atuais escândalos políticos sob a ótica da "Justiça" é de extrema complexidade, já que vivemos num contexto onde Política e Prostituição são sinônimos.
Observando bem de perto o caso veremos que o único motivo para que a mídia venha batendo insistentemente neste caso não é com a intenção de ver os criminosos culpados, pois se fosse realmente justiça o que eles buscam, veríamos quedas em séries de Grandes empresários até dos próprios meios de comunicação, se o verdadeiro intuito da mídia fosse pura e simplesmente a justiça eles começariam a divulgar uma programação para conscientizar o povo, dando-lhes notícias imparciais deixando que a massa julgue por se só o que realmente é ou não verdade.
O mundo parte de um jogo de interesses, e o interesse da grande mídia é apenas desestabilizar a imagem de um governo que não foi de acordo com seus interesses e manchar a imagem de um ícone que é para eles um pedra no sapato a incomodar.
O tema principal dessa postagem é falar um pouco sobre a justiça e linkar os conceitos que conhecemos com o caso do mensalão, a análise que se faz de tudo isso é que esses julgamentos não passam de baboseira, lógico que não deveria ser assim, mas a teoria é bem diferente da prática, condenações de várias décadas que provavelmente serão vista no fim do julgamento das quais o tempo não será cumprido nem 1/3.
A realidade é que a justiça é algo que vive nos papéis principalmente quando se trata de Grandes Criminosos Bem sucedidos trajando terno e gravata, no final das contas vemos que a justiça se configura como utopia dentro dos parâmetros da sociedade atual.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Força e a Justiça

Blaise PascalBlaise Pascal .
É justo que o que é justo seja seguido e é necessário que o que é mais forte seja seguido. A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força é contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça é acusada. É preciso portanto pôr em conjunto a justiça e a força, e, por isso, fazer com que o que é justo seja forte, e o que é forte seja justo. 
A justiça está sujeita à disputa, a força é muito reconhecível e sem disputa. Assim não se pode dar a força à justiça, porque a força contradisse a justiça e disse que era injusta, e disse que era ela que era justa. E assim, não podendo fazer com que o que é justo fosse forte, fez-se com que o que é forte fosse justo.


Conceito de Justiça


VINGANÇA: A JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS

Em toda a história da humanidade, sempre foi um desafio para o homem ter as reações certas diante das situações do cotidiano. Ao sofrer com a atitude do outro, o indivíduo tende a reagir da maneira mais cabível ao seu próprio julgamento, cometendo, desta forma, um ato de vingança.
A diferença entre os conceitos de justiça e vingança está no parâmetro de referência: a justiça é fundamentada em um código de leis, como a constituição; já a vingança baseia – se nos valores éticos e morais adquiridos pelo indivíduo ao longo de sua formação psicointelectual.
Portanto, a justiça ocorre quando a sociedade reage contra o mal, aplicando aos episódios as cláusulas mais adequadas. Em contrapartida, a vingança é a justiça executada com as próprias mãos, o que deve ser evitado.
Para que a busca da justiça não mais seja confundida com a prática da vingança, a melhor solução seria uma ampla campanha governamental no intuito de informar a população da diferença entre os dois referidos conceitos através de: palestras educativas, a fim de ensinar as pessoas um pouco mais sobre as desvantagens da vingança e os direitos assegurados pela constituição; distribuição de cartilhas, de forma a orientar o indivíduo a como reagir diante de situações que, porventura, o mesmo sinta – se lesionado ou injustiçado. Desta forma, o desafio é vencido, e a justiça não mais será confundida com a vingança.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conceitos de Justiça.

A questão sobre a origem e os fundamentos da justiça perpassa por toda a história do pensamento ocidental. De acordo com Nicola Abbagnano, na história da filosofia política, dois modelos dicotômicos monopolizaram boa parte dos debates. O modelo platônico que toma a justiça como um meio para a realização de um fim – o bem moral, cuja validade transcende as convenções humanas – e o modelo aristotélico,no qual a justiça pode ser considerada como o respeito igual e espontâneo entre os homens às leis  (ABBAGNANO, 2000, pp. 593 a 596). Neste caso, justiça é a ação do justo, que é convencionada como justa.

Fonte: UFG Academia

Veredas da Justiça.


 O que é a Justiça? Essa pergunta parece ser simples, mas causa um certo desconforto na hora de respondermos a ela, segundo o Jean-Jacques Rousseau no âmbito legal da palavra ele deixou claro que as lei sábias e justas só poderiam ser redigidas por verdadeiros deuses. No entanto, ele se afasta um pouco das idéias divinas, quando entende que se a vontade de Deus só nos chega por homens escolhidos, a verdade se apresenta deturpada. Assim, é melhor que os homens procurem conhecer a justiça pelos seus próprios sentimentos, pela razão. Mas algo que é realmente difícil é tomar uma decisão justa e imparcial, pois nossos sentimentos tendem a nos levar por caminhos diferentes daqueles que chamamos de Justiça.
 Podemos observar muito bem isso em casos visto todos os dias em todas as cidades, o tratamento que recebem aqueles que cometem algum delito, que acabam perdendo sua
humanidade aos olhos daqueles que os julgam, e que acabam por trata-los como animais e julgando-os sem levar em consideração os motivos que os fizeram chegar ao ponto de cometer tal delito, a punição deve sim ocorrer, sem sombra de dúvidas, mas também deve ser observado todo o contexto para que não se Transforme em ato de vingança contra aqueles que são tão vítimas quanto nós de uma sociedade que corrompe. 

Fonte: UJ