terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A Escravidão do Consumo


Ao longo dos séculos o ser humano foi domesticado para viver dentro de um paradigma econômico totalmente equivocado. A pirâmide das necessidades de Maslow refrata inúmeras necessidades, das mais básicas até as mais sofisticadas, que segundo prega a moderna economia diz que o homem possui ilimitadas necessidades. Isso não é bem verdade. Terá o homem que trabalhar toda a vida para satisfazer “necessidades” aparentes em termos de bens e serviços? – Há pessoas que ocupavam elevados cargos da sociedade, eram enormemente bem pagas e tinham um status-quo absoluto quando abandonaram este tipo de vida e foram viver uma rotina totalmente diferente, seja no campo morando numa casinha rústica, seja numa praia isolada até sem linha telefônica. E estas pessoas, ao serem interpeladas sobre sua satisfação atual com o padrão de vida que deixaram e estão a viver, invariavelmente responderam que não se arrependeram nenhum pouco e que sentem-se até mais realizadas. Será que estas pessoas subiram a pirâmide das necessidades e desceram em sentindo inverso e, com essa atitude de vida, deixaram de serem felizes ou de viver plenamente?; A economia sempre pregou que os recursos (bens e serviços) são limitados enquanto que as necessidades humanas são ilimitadas. Desse pressuposto podemos concluir que uma economia baseada em dinheiro, instrumento utilizado para adquirir bens e serviços, será sempre uma doutrina onde haverá os mais beneficiados e os menos beneficiados, os incluídos, os excluídos, os que prosperam e os que, indiscutivelmente, sucumbem. E quem vai produzir estes bens e serviços? Os próprios consumidores, ou seja, o povo. Esse é um circuito medíocre mas bem interessante; o trabalhador, mau remunerado, trabalha todos os dias durantes os melhores 35 anos de sua vida para sua própria subsistência. Daí o estereótipo: “o homem é o que ele faz” (uma alusão à aparência social, o que veste e o que possui). Do valor em dinheiro que recebe ele utiliza para adquirir os bens e serviços que nas mais das vezes são mais valiosos do que o que ele produz (por exemplo: um funcionário de uma empresa de TV produz um aparelho de 32” que custa mais do ele recebe em termos monetários como salário mensal) e ainda terá que pagar imposto sobre a renda (descontados em folha), previdência social (descontado em folha), etc. além dos impostos sobre os bens e serviços que ele adquire.

Este é um ciclo infernal, aterrorizador e escravizante. Nossa geração que nasceu, cresceu e está a viver dentro deste paradigma de comportamento não tem a menor idéia do que é estar do lado de fora. Fomos, desde criança, ensinados pelos nossos pais a sempre obedecer nossos superiores, acatar ordens e seguir como cordeirinhos sem reclamar para não sermos punidos (pois há muitos desempregados que gostariam de estar em nosso lugar). A busca por um “lugar ao sol” e “estabilidade financeira” levam as pessoas a praticar coisas absurdas na vida em sociedade. A competição, a inveja, a acumulação de bens e determinados padrões sociais que são impostos acabam por escravizar completamente as pessoas, forçando-as a deixarem de ser “elas mesmas” no que de melhor elas têm como virtudes e vocação. E quando alcançamos o “emprego dos sonhos” continuamos sendo dependentes do sistema tão mais intensamente quando éramos jovens sonhadores sem compromisso. Sonhos que tínhamos na infância são paulatinamente massacrados e pulverizados no decorrer dos anos pela necessidade de “independência” que somos levados a ter numa sociedade puramente materialista, racional e estagnante. Mas voltando ao assunto das necessidades, gostaria de frisar um outro aspecto: a lei da escassez. A lei da escassez é uma lei férrea e incontornável, que reflete a natureza limitada dos meios disponíveis em relação aos fins que as pessoas tem em suas ações. A economia tem como fundamento o entendimento da noção de escassez. Tecnicamente, escassez é definida como o caso onde num preço nulo a oferta de um bem é menor do que a demanda. Um bem abundante é assim classificado quando num preço nulo sua oferta ainda é superior a procura. A escassez submete os homens ao seu jugo desde sempre, levando-os a se organizarem e a estabelecerem entre sí relações a fim de enfrentá-la ou, melhor falando, conviver com ela atenuando-lhe o quanto possível a severidade. A divisão do trabalho e todas as instituições de natureza economica surgiram para melhor alocar os meios escassos em relação a vários fins possíveis. Quando há escassez os agentes tem que decidir como alocar e usar estes recursos. Daí onde surgem as guerras. Quem governa determina aos “escravos” que lutem e deem suas vidas para a garantia da prosperidade dos “patrões” e a continuidade da economia reinante, com suas moedas, seus bancos e seu jugo escravizador.

A escassez esta intimamente relacionada com a lei da oferta e da procura. A escassez, assim como várias premissas do pensamento econômico dominante, são questionadas por autores como Hazel Henderson. A escassez é refutada em vista da inesgotabilidade da capacidade humana de produzir inovações tecnológicas e da utilização de energias renováveis. Há inúmeros recursos não escassos na natureza que poderiam melhor servir a toda humanidade e reutilizados eficazmente. Tal pressuposto é conveniente em particular para as teorias que priorizam a concorrência, a acumulação individual e a dominação. Talvez seja difícil imaginar uma sociedade sem o jugo escravizador do dinheiro, onde as pessoas ao invés de trabalhar durante anos para subsistência e aquisição de bens e serviços, pudesse produzir o melhor de sí para sua elevação moral, cultural e intelectual. Seria o caso de um artesão que fabrica peças de cerâmica que, vivendo numa sociedade livre de bancos, dinheiro em moeda e especulação, teria como destino o fruto de seu trabalho para trocar com outra pessoa ou mesmo presentear a uma pessoa conhecida ou parente. O horário de trabalho seria planejado conforme sua vontade, sobrando tempo para dedicar à educação dos filhos, por exemplo. Não haveria no mundo assaltos, pois todos poderiam viver tranquilamente sem necessidade de roubar do próximo; não haveria dívidas! Por que não teria a existência do dinheiro como elemento de troca; não haveria fome, pois os bens inesgotáveis da Terra seriam cultivados a tal ponto que a palavra de ordem seria “fartura” para todos; não haveria desemprego, pois todos poderiam trabalhar com mais ânimo de coração e felicidade, pois não haveriam empregados e sim colaboradores-patrões de seus próprios empreendimentos; não haveria guerras nem revolução, pois todos respeitariam o próximo como a sí mesmos e a riqueza seria distribuída de forma equânime. Talvez esse seja um mundo perfeito em teoria, caso não existissem a inveja, o egoísmo e a ambição características do ser humano. Mas isso poderia ser superado caso esta doutrina não tivesse sido levada à cabo por uma minoria que, séculos após séculos, através da força brutal e da lavagem cerebral (através da mídia controlada) vêm realizando nas gerações de pessoas de todos os países. Os que se levantam contra o sistema dominante são severamente dizimados (Jesus o foi, Gandhi, Martin Luter King, etc.) durante a história, também cheia de mentiras, que nos foi contada. Toda a nossa vida atual é muito mais ilusão do que realidade. Infelizmente somos joguetes de uma caricata vida social que não tem lógica. Como o próprio Jesus pronunciou em passagem dos evangelhos: “Daí a César o que é de César”. O dinheiro só tem valor para quem é escravo do dinheiro. É a força motriz deste paradigma cheio de engrenagens que é a economia. Sair dela é um lema impensado para muitos.



Por: Wellington Lisboa de Sena

Consumismo


É comum, hoje em dia, vermos namorados planejando o casamento, porém sem a intenção de formar uma família maior ou sem a pretensão de ter filhos. Muitos alegam que o mundo está com péssima qualidade de vida e que têm medo da violência; outros querem apenas um filho, pois não terão tempo em ter outros, ou seja, desde o princípio não se dispõem a destinar parte do seu tempo à família.
A mulher perdeu o perfil de dona de casa, que antes ficava por conta de cuidar do seu lar, tendo que conquistar espaço no mercado de trabalho para ajudar nas finanças da casa.
Trabalhar mais é a opção do mundo moderno, extremamente consumista, que tem aberto mão de valores humanos na busca de valores materiais.
Com isso, os filhos passaram a ser deixados sob a responsabilidade de outras pessoas, como empregadas e avós. Sem contar aqueles que não têm esses familiares ou empregados à disposição, tendo que freqüentar berçários ou creches, perdendo ainda mais a vinculação afetiva da família e de pessoas conhecidas.
Em cada esquina é possível ver crianças dando birras para conseguirem ganhar coisas supérfluas, mesmo que não precisem. A palavra de ordem dos pequenos é “eu quero”, sendo que ninguém consegue argumentar e mostrar que não há necessidade de ganhar o objeto. E compram, e compram, e compram.

Criança manipula os pais como se fossem seus brinquedos
As crianças tornam-se consumistas porque seus pais as deixam assim, fazem delas pequenos reizinhos, mimados, cheios de vontades e que mandam em todos, seja na família, nos empregados, nos avós e até nos professores.
Os pais pensam que os presentes compensam a própria ausência, tentando mascarar a pouca dedicação, e não enxergam que afeto, carinho, atenção, compreensão e doação são sentimentos insubstituíveis, principalmente para o mundo infantil.
E nessa “cilada social”, temos presenciado o aumento de jovens que se envolvem com drogas, que entram para o mundo da criminalidade, que ficam marginalizados diante da sociedade, não assumindo compromisso com os estudos, sem perspectiva de um futuro que poderia ser promissor.
O trabalho deve servir para trazer dignidade à vida dos homens e não para escravizá-los pela matéria, nem tampouco destruir suas famílias ou envaidecê-los pelo status que o dinheiro oferece.
É preciso deixar o discurso de lado e começar a repensar as melhores formas de se constituir uma família, planejar um futuro de paz e amor para os filhos, quais as conquistas humanas que todos deverão alcançar.
Ter medo da violência ou pensar que a natureza estará ainda mais destruída são formas de mascarar a falta de compromisso com a família, é tentar desviar a culpa de suas responsabilidades. Sem contato com valores humanos a vida torna-se amarga e cruel. Pensem nisso!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Justiça e Mensalão

O Julgamento do Mensalão - A farra no congresso
[imagem retirada do site da revista Veja]

     Basicamente Julgar os atuais escândalos políticos sob a ótica da "Justiça" é de extrema complexidade, já que vivemos num contexto onde Política e Prostituição são sinônimos.
Observando bem de perto o caso veremos que o único motivo para que a mídia venha batendo insistentemente neste caso não é com a intenção de ver os criminosos culpados, pois se fosse realmente justiça o que eles buscam, veríamos quedas em séries de Grandes empresários até dos próprios meios de comunicação, se o verdadeiro intuito da mídia fosse pura e simplesmente a justiça eles começariam a divulgar uma programação para conscientizar o povo, dando-lhes notícias imparciais deixando que a massa julgue por se só o que realmente é ou não verdade.
O mundo parte de um jogo de interesses, e o interesse da grande mídia é apenas desestabilizar a imagem de um governo que não foi de acordo com seus interesses e manchar a imagem de um ícone que é para eles um pedra no sapato a incomodar.
O tema principal dessa postagem é falar um pouco sobre a justiça e linkar os conceitos que conhecemos com o caso do mensalão, a análise que se faz de tudo isso é que esses julgamentos não passam de baboseira, lógico que não deveria ser assim, mas a teoria é bem diferente da prática, condenações de várias décadas que provavelmente serão vista no fim do julgamento das quais o tempo não será cumprido nem 1/3.
A realidade é que a justiça é algo que vive nos papéis principalmente quando se trata de Grandes Criminosos Bem sucedidos trajando terno e gravata, no final das contas vemos que a justiça se configura como utopia dentro dos parâmetros da sociedade atual.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Força e a Justiça

Blaise PascalBlaise Pascal .
É justo que o que é justo seja seguido e é necessário que o que é mais forte seja seguido. A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força é contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça é acusada. É preciso portanto pôr em conjunto a justiça e a força, e, por isso, fazer com que o que é justo seja forte, e o que é forte seja justo. 
A justiça está sujeita à disputa, a força é muito reconhecível e sem disputa. Assim não se pode dar a força à justiça, porque a força contradisse a justiça e disse que era injusta, e disse que era ela que era justa. E assim, não podendo fazer com que o que é justo fosse forte, fez-se com que o que é forte fosse justo.


Conceito de Justiça


VINGANÇA: A JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS

Em toda a história da humanidade, sempre foi um desafio para o homem ter as reações certas diante das situações do cotidiano. Ao sofrer com a atitude do outro, o indivíduo tende a reagir da maneira mais cabível ao seu próprio julgamento, cometendo, desta forma, um ato de vingança.
A diferença entre os conceitos de justiça e vingança está no parâmetro de referência: a justiça é fundamentada em um código de leis, como a constituição; já a vingança baseia – se nos valores éticos e morais adquiridos pelo indivíduo ao longo de sua formação psicointelectual.
Portanto, a justiça ocorre quando a sociedade reage contra o mal, aplicando aos episódios as cláusulas mais adequadas. Em contrapartida, a vingança é a justiça executada com as próprias mãos, o que deve ser evitado.
Para que a busca da justiça não mais seja confundida com a prática da vingança, a melhor solução seria uma ampla campanha governamental no intuito de informar a população da diferença entre os dois referidos conceitos através de: palestras educativas, a fim de ensinar as pessoas um pouco mais sobre as desvantagens da vingança e os direitos assegurados pela constituição; distribuição de cartilhas, de forma a orientar o indivíduo a como reagir diante de situações que, porventura, o mesmo sinta – se lesionado ou injustiçado. Desta forma, o desafio é vencido, e a justiça não mais será confundida com a vingança.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conceitos de Justiça.

A questão sobre a origem e os fundamentos da justiça perpassa por toda a história do pensamento ocidental. De acordo com Nicola Abbagnano, na história da filosofia política, dois modelos dicotômicos monopolizaram boa parte dos debates. O modelo platônico que toma a justiça como um meio para a realização de um fim – o bem moral, cuja validade transcende as convenções humanas – e o modelo aristotélico,no qual a justiça pode ser considerada como o respeito igual e espontâneo entre os homens às leis  (ABBAGNANO, 2000, pp. 593 a 596). Neste caso, justiça é a ação do justo, que é convencionada como justa.

Fonte: UFG Academia